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Os planos de saúde vão desaparacer |
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Desde de 1998 conseguimos inúmeros benefícios, para saber exatamente os parâmetros de comparação vamos relembrar como era até 1998 e como é agora:
Reajuste
O porcentual de reajuste era livre mas desde 1994 o aumento era feito no mês de julho do ano, devido a lei do plano Real onde os contratos só poderiam ser reajustados naquele mês, a saber o plano Real foi a base de sustentação financeira para equilibrar a inflação, implantando no governo Fernando Henrique Cardoso, e tendo como seu ministro da saúde o candidato a presidência José Serra.
Em 1998 foi promulgada a Lei 9656/98, que regulamentava as condições dos planos de saúde e determinava que o aumento dos planos de saúde seria calculado pela ANS Agência Nacional de Saúde.
Regulamentação de Coberturas
Na mesma lei foi determinado que a lista de coberturas mínimas seriam determinada pela ANS de acordo com o Rol de Procedimentos.
A partir de 1999 somente contratos analisados pela ANS poderiam ser comercializados, e somente em abril de 1999 o primeiro contrato foi autorizado a ser comercializado pela Bradesco Seguros e daí para adiante foi até junho onde se pode ter a maioria dos contratos autorizados.
Quais coberturas não existiam
Doenças pré existentes
Transplantes de rins e córnea
Internações psiquiátricas
Internações tratamento doenças infecto contagiosas
Consultas sem limitações
Exames sem limitações
Tratamentos sem limitações
Próteses e órteses ligados ao ato cirúrgico
Veja cima quanto ganhamos como a Lei 9656, e a pouco tempo ainda ganhamos mais algumas coberturas como transplante de medula, tratamento fertilidade entre outras.
Onde está o desequilíbrio
Vejam em São Paulo, maior mercado de planos de saúde do país, várias empresas deixaram de existir por falência ou por falta de interesse dos empresários, veja alguns:
Unimed São Paulo: liquidação extra judicial
Blue Life: Vendida ao grupo Amil
Amesp: Vendida a Medial Saúde
Medial Saúde: Vendida ao Grupo Amil
Life System: vendida ao Grupo Amil
Interclínias: Carteira transferida a vários grupos empresariais, levando todos a falência como Saúde ABC, Avimed Saúde
HOje a disposição dos usuários pessoa física temos pouquíssimos produtos de qualidade e mesmo este estão enfrentando problemas operacionais, Medial Saúde controlado pelo grupo Amil não tem nenhum produto a competir com ela mesma, está figurando no mercado como mero coadjuvante, Unimed Paulistana com problemas financeiros graves relacionados a impostos, Golden Cross onde falta organização comercial e vontade interna para competir no mercado tão grande, e o Grupo Amil com um saco de empresas cresceu para ser o maior grupo de saúde do país, mas não chegou a este número por qualidade e sim por aquisições.
Problemas Jurídicos e ANS
Estamos em um país que não se respeita contratos, na RN 195 e 196 do final de 2009, foi determinado várias regras a ser cumpridas pelos planos de saúde, mas pela primeira vez houve uma ingerência na administração de planos empresariais onde foi determinado que a empresa contratante deveria informar a operadora sobre pedido de cancelamento com no mínimo 60 dias de antecedência, então quer dizer que se empresa não ter condição financeira para manter o plano de saúde ativo terá que se virar para pagar mais 2 faturas, e se não pagar seu nome constará no Serasa para seu mais claro, daqui a pouco se a moda pega a ANS pode terminar que tal situação terá que ser comunicada com prazo de 180 dias e aí como ficam as empresas que querem mudar de plano.
Como fica a renovação de contrato se a operadora comunica o porcentual de reajuste somente 30 dias da renovação?
Se houver um reajuste que a empresa considera alto não há tempo para comparação com outra operadora.
Coragem
Seja sincero com você mesmo, se alguém lhe oferecesse um negócio onde você tem que cumprir todas as regras, sem poder ter a garantia financeira que poderá reajustar os preços você aceitaria assinar este contrato?
Você contrataria algum plano de saúde para sua empresa, mesmo que seja somente para 1 usuário, coma regra de que o cancelamento deveria ser solicitado com prazo mínimo de 60 dias, sabendo que esta regra pode mudar a qualquer momento?
Não seria melhor o livre mercado, assim como temos na gasolina, o Brasil precisa urgentemente de novos produtos, sem isso podemos correr o risco de ter que estatizar este setor, venta que o ex ministro José Dirceu está articulando isso, de forma indireta, e também já ventila que a Caixa Econômica Federal poderá oferecer tais produtos, mas gente tudo o que o governo põe a mão na área da saúde sabemos como fica.
Para a população mais pobre, seria mais inteligente criar um PAC da saúde, em convênio com as operadoras, o governo paga um valor por usuário pelo plano "PAC", e as operadoras fazem a administração em sua rede própria de hospitais, laboratórios e centos médicos?
Deixar os plano de saúde andar com sua próprias pernas e normatizar somente as coberturas é o meio de se ampliar o número de empresas do setor, se não vamos ficar na mão no meio do caminho.
Por Glauco Martins - EplanosDeSaúde
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13/06/10 - 10:43:01 |
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